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sábado, 3 de setembro de 2011

UP ALTAS AVENTURAS (2009)

Carl Fredricksen no Paraíso das Cachoeiras


Euzinha, a caminho do Monte Roraima
A primeira impressão que tive assistindo UP foi um pouco decepcionante.Tinha assistido ao trailler, super engraçado, enfatizava as trapalhadas do menino de bochechas fofas Russel tentando ajudar o velhinho rabugento Carl Fredricksen, para conseguir um distintivo de escoteiro. Portanto, fui a sala de cinema na expectativa de uma comédia. E logo no início do filme, minha expectativa foi por água abaixo: em pouco menos de cinco minutos, e sem qualquer diálogo, senti a felicidade, a dor, o amor, as desilusões e a realidade da vida de Carl - foi de partir o coração! Mas foi justamente este resumo da vida do rabugento Carl que mudou minha ideia. A dose de emoção acrescida a aventura fizeram de UP um filminho sedutor tanto para adultos quanto para crianças. 
Além disso, o filme é visulamente impressionante, bem colorido e bem fidedigno ao paraíso das cachoeiras verdadeiro, o Monte Roraima (que tive a oportunidade de conhecer). Isso mesmo: o Monte Roraima, localizado na tríplice fronteira Brasil - Venezuela - Guiana é a inspiração para a "locação". Não é a toa. O filme referencia o épico centenário de Arthur Conan Doyle, O mundo perdido.
Naquela altura do campeonato, já tinha esquecido o que esperava do filme, e esta é a melhor forma de apreciá-lo: sem expectativas, sem comparações com outros desenhos da Disney/Pixar.
Os extras do DVD trazem finais alternativos e a aventura de verdade dos animadores na escalada ao Monte Roraima.
UP foi a segunda animação da história a concorrer a principal categoria do Oscar®, melhor filme de 2010.
Assista ao trailler:





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

SMURFS (2011)

Lá, lá, lálálá, lá, lálálálá...
No domingo, decidi que tiraria minha amiga gripada e seu filhinho de três aninhos de casa. A solução foi levá-los para assistir a Smurfs, a aventura para o cinema dos desenhos azuis fofinhos da década de 80. Assitimos em 2D, pois o Lucas se recusa a permanecer com os óculos!
Bem, a trama começa com Gargamel (o ótimo Hank Azaria) e seu gato Cruel tentando achar a vila dos Smurfs, tal qual no desenho. O seu objetivo, porém, não é comê-los ou transformá-los em ouro, como acontecia na animação, mas sim capturá-los para extrair sua "essência". As simpáticas criaturinhas, quando em fuga do terrível feiticeiro, acabam atravessando um portal, que leva todos a Nova York.
Na nossa realidade, os seres do tamanho de três maçãs conhecem um casal em crise: o marido é um workaholic que não se deixa envolver pela gravidez da esposa, o que considerei um pouco dramático para os pequenos entenderem. E acho que eles concordaram comigo, pois em alguns momentos os menores estavam dispersos, rastejando entre as poltronas, e subindo e descendo as escadarias!
Apesar do drama, a fita tem alguns pontos positivos, como o visual inebriante (que deve ser muito legal em 3D), e a trilha sonora surpreendente, que, acreditem, oferece um pouco mais que o colante "Lá, lá, lálálá, lá, lálálálá..." - AC/DC e Aerosmith!
O filme tem ainda uma homenagem (ou uma informação, no meu caso, pois não sabia da origem dos Smurfs) aos quadrinhos "Les Schtroumpfs" de 1958, do belga Peyo. E para os grandinhos, uma bonita lição de que algumas coisas extraórdinárias acontecem ao nosso redor e não nos damos oportunidades para apreciá-las.
Algumas curiosidades: a Smurfete é dublada por Katy Perry na versão original em inglês, e tem cenas extras durante os créditos.