terça-feira, 3 de janeiro de 2012

IMORTAIS (2011)

Cineminha para começar bem 2012? Teria sido uma ótima opção, se o filme não fosse Imortais. Zeus deve estar trovejando após tanta baboseira. Tentando pegar uma carona no sucesso de 300 (bom) e de Fúria de Titãs (não tão bom), Imortais fica feio para trás, apresentando um roteiro fraco e sem nexo. Os roteiristas se inspiraram em algumas personagens da rica mitologia grega e jogaram tudo em um mix de visual sedutor, sem se importarem com a (H)istória. O que não teria problema, se a trama fornecesse "uma" história.  
 O vilão Rei Hipérion, vivido pelo emburrado por natureza Mickey Rourke, quer acabar com o mundo porque Zeus (Luke Evans - Os Três Mosqueteiros) e outros Deuses do Olimpo o abandonaram quando sua família precisou. Para isso, ele precisa de uma arma, o Arco de Épiro, para libertar os Titãs. Enquanto isso, Teseu (Henry Cavill) não quer guerrear, e vive bonzinho como camponês em Kolpos. De repente, Hipérion, atrás do Arco, ataca a vila de Teseu,  mata sua mãe, atiçando o espírito guerreiro do camponês, que passa a querer vingança. No meio disso tudo, aparece Freida Pinto (Planeta dos Macacos - A Origem), que é um oráculo, fazendo previsões assustadoras sobre a libertação dos Titãs e decidindo que não quer mais ter este fardo.
Algumas lendas estão presentes de forma camuflada, como a luta entre Teseu e o Minotauro, mas teria sido melhor se os roteiristas seguissem à risca a Mitologia.
Se ainda assim decidir ir às salas de cinema, dispense o 3D. Apesar de o filme ter uma fotografia bem legal, o efeito não acrescenta coisa alguma.
Lutas de espadas e discursos inspiradores descaradamente plagiados de 300 completam a fita que seria uma matinê se não fosse o sangue jorrando.

Assista ao trailer:



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

RETROSPECTIVA 2011

Para encerrar o ano de 2011, resolvi seguir a Blogagem Coletiva indicada pelo Cinema e Pipoca, blog que muito ajudou o A Juliana Viu a dar seus primeiros passos.
Consiste em indicar 7 links do próprio blog conforme as categorias estabelecidas e ainda indicar 7 outros blogueiros para que façam o mesmo.


Além da crítica ter ficado bem legal (modéstia a parte, hehehe), a página expõe uma foto do bonitão Chris Evans. Desculpem - me, meninos!

2- O POST MAIS POPULAR (crítica TROPA DE ELITE 2)

Uma homenagem à escolha de TROPA DE ELITE 2 para tentar disputar uma vaga na Categoria Melhor Filme Estrangeiro para o júri hollywoodiano.

3- O POST QUE GEROU MAIS DISCUSSÃO / CONTROVÉRSIA (crítica OS TRÊS MOSQUETEIROS)

Este post não tem comentários, mas o que eu recebi de reclamação no facebook, não está no gibi...

4- O POST QUE AJUDOU / AJUDA MAIS GENTE (crítica O HOMEM DO FUTURO)

Acho que muita gente ainda tem preconceito em relação a filmes nacionais. Com esta impressão, encorajei a galera a dar uma força à sétima arte brasileira!

5- O POST QUE O SUCESSO TE SURPREENDEU (SE BEBER, NÃO CASE)

Esta comédia despretenciosa e deliciosa ocupa a terceira posição de visualizações!

6- O POST QUE NÃO RECEBEU A ATENÇÃO QUE DEVERIA (PLANETA DOS MACACOS -A ORIGEM

Um dos melhores filmes de 2011, mas não foi tão acessado...

7- O POST QUE VOCÊ MAIS TEM ORGULHO (GI JOE - A origem de Cobra)

Foi o primeiro, né???


Agora para finalizar, indico 7 blogueiros para participar da Blogagem Coletiva #Meus7links

- Desafios Beta - @rtortato : Rotina de uma amiga se adaptando à vida no Canadá.

- Tem delícia na cozinha - @temdelicia : Blog de culinária da minha amiga Ju Sizinando.

- Cinema e Pipoca - @Cinema_e_Pipoca : Poxa, essa galera é show! Dá maior força para o A Juliana viu.






FELIZ 2012!!! MUITOS FILMES , DINHEIRO NO BOLSO, SAÚDE PARA DAR E VENDER!!!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Missão Impossível: Protocolo Fantasma (2011)

Dificilmente uma continuação supera o original. Além disso, é recorrente que a franquia se perca. Foi assim com os dois filmes anteriores de Missão Impossível: o segundo filme avacalhou demais com as "impossibilidades", e o terceiro foi mais romântico do que um filme de ação deveria ser. Este quarto filme Missão Impossível: Protocolo Fantasma parece querer voltar a excelência da série, com bastante mérito.
O diretor novato em live action Brad Bird (mas experiente e reconhecido diretor de animações, dono de dois Oscar®) adicionou a tradicional fórmula de geringonças, máscaras e explosões um tom de humor sem exageros, que muito caiu bem. Afinal, lidar com tantos apetrechos, é humano que se atrapalhe.
Outro fator que chama a atenção são as locações. O filme começa na Rússia, onde Ethan Hunt, mais um vez vivido por Tom Cruise, estava preso. Após libertar-se, se envolve em uma confusão diplomática e se junta a outros agentes de passado duvidoso. Com a turma completa por Brandt (Jeremy Renner, Guerra ao Terror), Benji (Simon Pegg, Star Trek) e Jane (Paula Patton, Preciosa), segue para Dubai e Bombaim, e acreditem, de forma cronológica e completamente inteligível para evitar uma tragédia nuclear.
Todas as cenas de ação são super bem coreografadas e nada enfadonhas, remetendo àquela famosa cena do primeiro filme em que Ethan está pendurado em uma sala termossensível. Inclusive, foi amplamente divulgado que Tom Cruise dispensou dublês em várias delas, o que passa mais realidade ao expectador.
A trilha sonora vai bem nos momentos de ação, mas quando as personagens remetem à reflexão ou ao sentimentalismo, as canções são percebidas mais que deveriam, tirando alguns pontinhos desta produção.
No geral, M: I4 vale o ingresso e a pipoca!

Assista ao trailler:





sábado, 24 de dezembro de 2011

TUDO PELO PODER (2011)


Depois de uma longa temporada distante dos filmes, por conta de uma mudança que parece nunca terminar, consegui ontem ir ao cinema!!! A trama escolhida para o meu desjejum foi o já indicado a alguns Globos de Ouro Tudo pelo poder. Inicialmente, o Governador Democrata Mike Morris (George Clooney) e sua trupe nos apresentam os dramas e os bastidores de uma realidade pouco conhecida por nós, brasileiros: as eleições a candidatos à presidência dos partidos. Dirigidos pelo próprio George Clooney, Philip Seymour Hoffman e Ryan Gosling vivem os estrategistas de sua campanha, e são constatemente infernizados por Paul Giamatti, assessor do candidato concorrente de Clooney. Não obstante, Marisa Tomei interpreta uma jornalista que persegue todos eles atrás de furos de reportagens que mudam os rumos das campanhas. Até o 40º minuto de filme.
Neste ponto, a descoberta de um deslize do candidato pelo seu promissor assessor coloca as rédeas da trama nas mãos do jovem Stephen (Ryan Gosling), e dali em diante, a política fica em segundo plano e os interesses pessoais passam à protagonistas. O título em inglês Ides of March, que referencia o assassinato o imperador Julio César pelos seus próprios senadores e amigos a facadas, anuncia o tom desta parte do filme: "facadas" morais e imorais sequenciais e eletrizantes.
Todos os atores estão muito bem, do articulador experiente "macaco velho" de campanha, vivido pelo ganhador do Oscar® Philip Seymour Hoffman, até a estagiária mais nova do comitê, vivida por Evan Rachel Wood.

Bem, amigos cinéfilos, feliz natal a todos e prometo em 2012 não ficar tanto tempo longe! Boas festas!



sábado, 5 de novembro de 2011

Contágio (2011)

Gente, desculpe o sumiço, mas estou de mudança, e a rotina está um pouco bagunçada! Porém, sempre sobra um tempinho para curtir um cineminha. A escolha do último feriado foi thriller Contágio, de Steven Soderbergh.Osquestrando um elenco estrelado por Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Jude Law, Kate Winslet, Marion Cotillard (A Origem) e Laurence Fishburne, Soderbergh mistura várias tramas para mostrar as diferentes maneiras que um vírus mortal repentino pode afetar a humanidade.
 As histórias se passam nos dias atuais pós-H1N1. Uma mulher morre após retornar à sua cidade depois de uma viagem à negócios a Hong Kong, apresentando sintomas que remetiam apenas a um mal estar de fuso horário. Outras pessoas com os mesmos sintomas morrem, com rapidez e em todas as partes do mundo. Daí vem a necessidade de entender o que elas tiveram em comum para poder combater. No meio disso tudo, um blogueiro causa com uma teoria da conspiração e uma pessoa inexplicavelmente imune.
A impressão que tive que ele quis mostrar outros vírus da humanidade através da reação de cada personagem em relação a doença devastadora: arrogância, ganância etc. Mas muita emoção sem conexão. Com tantas estrelas, personagens e sentimentos, ficou difícil se envolver com a história, que acaba passando com  a frieza de uma descrição quase que documentária de como lidar com uma epidemia.
Meritória, porém, é a fotografia que acompanha o clima "doente"do filme. E a motivação com a qual saímos do cinema de melhorar hábitos simples como lavar as mãos.
Acompanhe o trailer:

domingo, 16 de outubro de 2011

OS TRÊS MOSQUETEIROS (2011)

Ao assistir a estreia da semana, Os Três Mosqueteiros, você terá a impressão que já viu este filme. Não somente por ser mais uma adaptação do clássico de Alexandre Dumas, mas sim pelo o que o diretor Paul W. S. Anderson apresenta. Aliás, não apresenta, pois os elementos presentes no filme já são velhos conhecidos do público cinéfilo.
Não tenho nada contra repetir algumas fórmulas de sucesso, porém tenho a impressão que às vezes não funcionam, não encaixam; como nesta fita.
Por exemplo, o que é a Milla Jovovich, como Milady de Winter, uma agente à La Ethan Hunt em Missão Impossível? Ou habilidosa como outra personagem bem familiar à atriz, Alice, de Resident Evil (que, aliás, é do mesmo diretor, que coincidentemente é marido de Milla)?
Aonde na história de Alexandre Dumas existem navios dirigíveis que lutam entre si como em Piratas do Caribe, com projéteis de canhão que encenam disparos de Matrix?
A trilha sonora das cenas mais dramáticas é clichê e pífia, diminuindo o ritmo de aventura.
Orlando Bloom, o mocinho Will Turner de Piratas do Caribe, desta vez dá vida a um exêntrico vilão Lorde Buckingham, e acredito que aí esteja mais uma gafe da fita: juntamente com o Cardeal Richelieu (Christoph Waltz, o Coronel Landa de Bastardos Inglórios), Buckingham chama mais a atenção do que os mocinhos. 
Aliás, cadê os mocinhos? 
Quando os mosqueteiros Athos (Matthew Macfadyen), Porthos (Ray Stevenson), Aramis (Luke Evans) e o aspirante D'Artagnan (Logan Lerman) aparecem fazendo o que lhes é esperado, ou seja,  lutando com suas espadas, oferecem cenas bem legais, que por sinal deveriam ter sido mais exploradas.
A fotografia do filme, ajudada pela composição rica do figurino de cada personagem, é muito bacana também, passando ao telespectador toda a magnitude da realeza, desde os jardins, passando pelas cenas aéreas, e retratando o interior dos palácios. Assisti em 3D, mas achei dispensável, pois apenas proporcionou um efeito HD.
Tinha assistido ao trailer e me envolvido com um espírito de aventura, porém perdi esta sensação ao conferir as novidades tecnológicas demais para não menos fantástica história ambientada no século XVII de Dumas.

Assista ao trailer:

sábado, 8 de outubro de 2011

AMIZADE COLORIDA (2011)

Para aproveitar o clima da quinta do beijo na Rede Cinesystem, eu e maridão fomos assistir ao despretensioso Amizade Colorida, com o cantor - ator Justin Timberlake e a mais nova estrela de Hollywood Mila Kunis (Cisne Negro). E apesar dos clichês e das previsibilidades de uma comédia romântica, tudo funciona muito bem neste filme.
Mila vive Jamie, uma caça talentos que convence Dylan, interpretado por Justin, a deixar seu blog na ensolarada Califórnia para assumir a direção de arte de uma revista na selva de pedra Nova  Iorque. Na Big Apple, eles se tornam grandes amigos. Recém-saídos de relacionamentos complicados, eles decidem fazer sexo sem as consequências de um namoro, por isso o título em inglês, amigos com benefícios (Friends with benefits). Como toda comédia romântica deve ser, eles se apaixonam e vivem felizes para sempre.
Mesmo com esta receitinha de bolo, é impressionante como tudo se encaixa. A trilha sonora é envolvente.  Os diálogos entre o casal protagonista são rápidos como o ritmo de uma grande cidade, nada melosos, transmitindo uma química sedutora e quente. As personagens coadjuvantes são ótimas também. Destaque para Woody Harrelson (O povo contra Larry Flint) que vive um editor de esportes  gay mais macho do mundo, rendendo boas tiradas.
Por falar em tiradas, o filme ainda proporciona excelentes sobre geeks, metrossexualidade e as próprias comédias românticas.
Para terminar, literalmente, depois de muitas risadas com filme, se tiver um tempinho e paciência, veja as cenas extras depois dos longos créditos, que mostram os erros de gravação da falsa comédia romântica que Jamie e Dylan assistem durante o filme.
 Assista ao trailer: